Regras de Reconhecimento do IFRS 16 em 2025 no Brasil: Atualizações e Impactos Tributários
As regras de reconhecimento do IFRS 16 em 2025 passaram por revisões importantes que afetam diretamente a forma como empresas brasileiras contabilizam contratos de arrendamento. Com a revisão pós-implementação conduzida pelo IASB e a crescente integração com normas de sustentabilidade, o Brasil, por meio do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), acompanha essas mudanças e adapta suas práticas conforme o CPC 06 (R2), equivalente nacional da IFRS 16.
Neste artigo, abordamos as atualizações da norma, os impactos nas demonstrações financeiras e tributárias, e o papel da consultoria tributária na adequação das empresas brasileiras.

Contexto da IFRS 16 no Brasil
A IFRS 16 entrou em vigor internacionalmente em 2019 e foi adotada no Brasil por meio do CPC 06 (R2). A norma eliminou a distinção entre arrendamentos operacionais e financeiros, exigindo que todos os contratos com prazo superior a 12 meses sejam reconhecidos no balanço patrimonial como ativos de direito de uso e passivos de arrendamento.
Essa mudança trouxe maior transparência às demonstrações contábeis, especialmente em setores com grande volume de contratos, como varejo, aviação e logística.
Revisão Pós-Implementação em 2025
Em junho de 2025, o International Sustainability Standards Board (ISSB) iniciou uma consulta pública para revisar a IFRS 16. O objetivo é avaliar se a norma está cumprindo seus propósitos e identificar ajustes que melhorem sua aplicabilidade.
- Dificuldades operacionais enfrentadas pelas empresas.
- Complexidade na mensuração de ativos e passivos.
- Impactos nos indicadores financeiros como EBITDA e alavancagem.
No Brasil, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) acompanha esse processo e incentiva a participação de profissionais contábeis na consulta pública.
Regras de Reconhecimento em 2025
As regras de reconhecimento do IFRS 16 em 2025 mantêm a estrutura básica da norma, exigindo que o arrendatário reconheça:
- Um ativo de direito de uso.
- Um passivo de arrendamento, calculado com base no valor presente dos pagamentos futuros.

As principais atualizações incluem:
- Orientações mais claras sobre contratos executórios.
- Exceções específicas para ativos de baixo valor e contratos de curto prazo.
- Tratamento aprimorado para operações de sale and leaseback.
No Brasil, essas diretrizes são aplicadas conforme o CPC 06 (R2), com adaptações para a realidade fiscal e regulatória nacional.
Impactos Contábeis nas Empresas Brasileiras
A adoção da IFRS 16 impacta diretamente os balanços patrimoniais das empresas brasileiras, aumentando o total de ativos e passivos. Isso afeta indicadores como:
- EBITDA.
- Índice de endividamento.
- Retorno sobre ativos.
Além disso, a substituição da despesa de aluguel por depreciação e despesa financeira altera a estrutura da demonstração do resultado, exigindo ajustes nos sistemas contábeis e maior atenção dos gestores financeiros.
Perspectiva Tributária: Como Fica no Brasil
Embora a IFRS 16 tenha impacto contábil significativo, do ponto de vista tributário, sua adoção é considerada neutra para a apuração de tributos como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.
Contudo, a Receita Federal exige ajustes específicos na Escrituração Contábil Fiscal (ECF), por meio do LALUR:
- Adições: despesas de depreciação e juros devem ser adicionadas à base de cálculo.
- Exclusões: contraprestações pagas devem ser excluídas.
Esses ajustes garantem que a padronização contábil não gere distorções na apuração dos tributos. A Instrução Normativa RFB nº 1.889 detalha esses procedimentos.
O Papel da Consultoria Tributária
Diante da complexidade das regras de reconhecimento do IFRS 16 em 2025, a consultoria tributária torna-se essencial para:
- Evitar autuações fiscais por erros na ECF.
- Planejar o impacto tributário dos contratos de arrendamento.
- Revisar o regime de tributação mais adequado (Lucro Real, Presumido, etc.).
Consultorias especializadas ajudam empresas a interpretar corretamente a norma, realizar os ajustes exigidos e garantir conformidade com a legislação brasileira. Além disso, oferecem suporte na integração com sistemas ERP e na capacitação das equipes contábeis.
Reforma Tributária e Conexão com o IFRS 16

A reforma tributária em curso no Brasil, com a criação do CBS e IBS, também impacta a forma como os contratos de arrendamento serão tratados. A nova estrutura tributária exige:
- Revisão das políticas contábeis.
- Atualização dos sistemas de apuração de créditos fiscais.
- Reestruturação das demonstrações financeiras.
Empresas precisarão avaliar como os novos tributos incidirão sobre os contratos de arrendamento e ajustar suas projeções de fluxo de caixa e capital de giro.
Como as Empresas Devem se Preparar
Para se adequar às regras de reconhecimento do IFRS 16 em 2025, as empresas brasileiras devem:
- Mapear todos os contratos de arrendamento.
- Atualizar os sistemas contábeis e fiscais.
- Realizar os ajustes no LALUR e ECF.
- Consultar especialistas tributários para evitar riscos.
- Revisar os impactos da reforma tributária sobre os contratos existentes.
A integração entre contabilidade e tributação é fundamental para garantir conformidade e eficiência operacional.
Conclusão
As regras de reconhecimento do IFRS 16 em 2025 representam um avanço na padronização contábil internacional, e sua aplicação no Brasil exige atenção especial às normas locais e à legislação tributária. Com o apoio da consultoria especializada, as empresas podem transformar desafios em oportunidades, garantindo conformidade, transparência e eficiência.


